Igreja de Santa Maria
Igreja de Santa Maria
Ao entrar na cidade, a primeira imagem do edifício é a sua fachada nordeste, mais dócil e ligeira do que a fachada principal, dadas as suas formas curvilíneas e a diferença de altura dos seus diversos volumes.
A fachada principal, pelo seu lado, abre-se a uma zona de passagem, a um bairro de habitação, a um instituto, a um jardim infantil e, em breve, a um centro paroquial.
Mais duas fachadas completam o conjunto, a de sueste, uma enorme parede branca e rectangular com uma abertura estreita e horizontal na parte inferior, e a de noroeste, na qual se destacam cinco enormes janelas superiores por onde entra a luz do sol no seu zénite.
É uma luz controlada, filtrada pela sua própria orientação, para evitar que a nave se inunde de luz em excesso.
Antes de entrar na igreja, deparamos ainda com a porta de acesso principal, alta, nobre e com um enorme peso na fachada do edifício.
Uma vez no interior, aparece uma «caixa vazia», cheia de ordem e luz, na qual se destaca uma parede curvilínea de grande impacto visual.
Esta parede dota de profundidade três grandes janelões.
O presbitério fica numa zona ligeiramente elevada relativamente à nave, através de três degraus.
O desenho transparente e leve desta nave necessitava de um mobiliário próprio.
As cadeiras são uns assentos ligeiros, claros, funcionais e seguros.
No seu perfil, insinuam discretamente a inclinação de quem reza.
Citado de Atlas de Arquitectura Actual, de Francisco Asensio Cerver (Konemann Verlagsgesellschaft, Colónia)